Deus odeia o pecador, não só o pecado

Antes de tudo quero pedir desculpas por algo errado que ensinei. Há um tempo eu criei uma camapanha no twitter com a seguinte ideia: #DeusAmaOsHomossexuais.

Provoquei essa campanha na tentativa de mostrar aos evangélicos que não devemos desrespeitar essas pessoas por causa do comportamento delas. E tentei mostrar que Deus as ama.
 Mas como sou muito teimoso, sempre fico procurando argumentos pra chocar contra meus próprios argumentos na tentativa de encontrar erros. E foi o que encontrei aqui. Deus odeia os homossexuais, assim como ele odeia os pedófilos, os assassinos, os hipócritas, os orgulhosos, entre outros. Deus odeia o pecado, consequentemente ele odeia o pecador.

Deus em si mesmo é justo. E Deus é perfeito e consiste em todos os seus atributos. Para poder perdoar o ímpio a justiça de Deus deve ser primeiro satisfeita e sua ira acalmada. Algo deve intervir. Alguém deve segurar a ira de Deus. Ou Ele vai nos destruir completamente com sua ira. E quem vai fazer isso?
Deus! Ele mesmo controla sua ira sobre nós e torna possível dessa maneira a expressão do seu amor na salvação do homem perverso.

Algumas pessoas dizem: "Odio de Deus? Como assim? Deus não pode odiar. Ele é amor."
Não! Deus é amor, portanto Ele deve odiar.

Você ama bebês? Se eu amo bebês eu devo odiar o aborto.
Você ama Judeus? Eu amo. Então devemos odiar o holocausto.
Você ama negros? Você deve odiar a escravidão e a discriminação.


Entendeu? Se você ama o que é certo, o que é bom, o que é perfeito, então também odiará tudo que contradiz esse padrão.

Acho que um exemplo melhor seria: Se eu amo algo, eu devo odiar tudo que destrói o que eu amo.
Eu amo minha casa então, devo odiar os explosivo colocados pra destruí-la.

Trazendo pro lado divino seria assim: Deus ama o homem na sua criação (perfeição). Mas odeia o que destrói o homem, neste caso, o pecado. Mas o pecado é escolhido pelo homem para se auto-destruir. Então, se Deus me ama e eu sou quem escolhe o pecado para corromper minha perfeição, Deus ira me destruir por reação ao pecado.

Eu amo minha casa e Deus também a ama. Mas eu coloquei os explosivos nela. Deus irá me destruir porque eu destrui algo que Ele ama. Neste caso, Deus odeia o pecador porque o pecador se auto-destrói ao escolher pecar.

Caraca, tow viajando muito aqui, mas é pq eu quero muito que vocês entandam. Deixem suas dúvidas nos comentário por favor.

Deus ama tudo que é verdadeiro, tudo que é certo, tudo que é bom, todas as virtudes, mas escritura após escritura nós vemos na bíblia que "Sua ira é manifesta contra toda impiedade" (Rm 1:18).
Eu poderia retirar isso se você quisesse. Eu poderia me calar pra não constranger você. Mas eu não estaria sendo fiel a Deus.

Você conhece aquela famosa frase que diz: "Deus odeia o pecado mas ama o pecador"?

Vejamos Salmos 5:5: "Os loucos não pararão à tua vista; ODEIAS A TODOS QUE PRATICAM A MALDADE"
Você leu? O que a bíblia nos ensina é o mesmo que essa frase diz? Não! Não é. Sinto muito. Um monte de frases bonitas parecem verdadeiras mas não são.
Esse texto não nos ensina que a ira de Deus é manifesta sobre as obras praticadas. Mas nos ensina que a ira dEle cai em cima de quem as pratica.

Porém, não se engane. O ódio de Deus não é como nosso ódio. Não é um sentimento pecaminoso, mesquinho ou um ódio egoísta. É a reação de um Deus santo contra os homens que são perversos. E quem são esses? Todos nós. Você precisa entender. O que você pensa que a ira de Deus é? Algo impessoal que jorra por trás do Seu trono? Não. Ela é o Próprio Deus.
Quando você é salvo você não é salvo do pecado, mas de Deus. Ele te salvou dEle mesmo.

Imagine-se encontrando com um Deus Santo. A perfeição de Deus destrói qualquer tipo de imperfeição. No dia do julgamento, quando você estiver diante de Deus, se você não estiver a salvo dele, ou seja, da sua ira, ou seja, não estiver perfeito, você será destruído pela perfeição e ira de Deus. Deus vai te destruir com toda a sua ira. Você precisa estar a salvo disso.

Imagine a cena de duas pessoas que estão prestes a brigar e alguém se mete no meio e coloca uma mão no peito de um indivíduo e a outra no peito do outro cara.

É como se com uma mão Deus estivesse impedindo que a ira dEle chegasse até nós e com a outra mão Ele nos chama para irmos até Ele e nos livrar da ira. Mas no dia do julgamento Ele irá baixar as duas mãos e nós precisamos estar a salvo da ira dEle que vem contra nós.

Você entende isso não?

Deixe-me dar outro exemplo:

"Céu é céu porque Deus está lá". Isso é real e é verdade. Mas o contrário não é verdade: "Inferno é inferno porque Deus não está lá". Não é isso que as escrituras ensinam. O inferno é a ira do Todo-Poderoso. É a sua perfeita justiça revelada contra o homem por toda a eternidade. Se você ler livros antigos você verá que é isso que os grandes pregadores disseram. Hoje não escutamos mais isso porque as pessoas querem igrejas cheias.
Nós precisamos alertar os homens! Devemos avisá-los que todos os dias Deus estende suas mãos para pessoas desobediente mas ao mesmo tempo sua ira está vindo sobre o mundo. Porque Deus é um Deus Santo e Justo.

A Ira de Deus virá de tal forma que os homens, os grandes líderes desse mundo e as autoridades clamarão para que as montanhas caim sobre eles para escondê-los da Ira do Cordeiro (Ap 6:16).


 "Eu não acredito nisso."

O que você acredita não tem importância, mas o que a bíblia ensina.

A ira de Deus existe. É o resultado dEle ser Justo, Santo, Perfeito, Amoroso e Bom.
Deus pode ser amoroso e não fazer nada contra a perversidade? NÃO! Deus pode ser bom e ao mesmo tempo tolerar o mal? NÃO!

Deus julgará os homens. Isso é verdade. A questão é: Como ser salvo? Aqui está nossa resposta: A cruz de Jesus Cristo. Cristo foi pregado na cruz e morreu. E com sua morte Ele satisfez a justiça de Deus. Em Romanos 3:23 a bíblia diz: "Porque todos pecaram e destituidos estão da glória de Deus". "O salário do pecado é a morte" (Rm 6:23). Cristo se tornou homem, viveu uma vida perfeita, sob a lei, foi pregado naquela cruz e morreu a morte do Seu povo. E morrendo daquela forma Ele satisfez a ira de Deus.


O que eu quero dizer é que homossexualismo é pecado da mesma forma que orgulho, inveja, avareza, idolatria, pornografia, etc, são. Nós devemos amar os homossexuais, por exemplo, porque eles são pecadores da mesma forma que nós somos. A diferença, ás vezes, é que o pecado deles está mais exposto do que o nosso.

Por que Deus odeia o pecador? Porque na forma de Deus Perfeito Ele deve reagir contra qualquer tipo de imperfeição. É como nosso corpo, ele sempre reage quando alguma coisa que não nos faz bem entra em contato conosco.

Então, Deus odeia o pecador. Porém, Ele se compadece daquele que procura se consertar, daquele que busca perdão e arrependimento sincero.

"Mas um dia senti meus pecados e vi sobre mim a espada da lei. Apressado fugi, em Jesus me escondi e abrigo seguro nEle achei."

"Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo" (At 16:31).

Só mai uma coisa. Se você ainda não concorda com o que foi falado nessa postagem só me responda uma coisa:

Se Deus ama o pecador, por que Ele o mandaria para o inferno?

Vou encerrar com um comentário que acho que vai esclarecer TUDO.


Deus nos odeia porque somos pecadores. Mas Ele nos ama tanto que tomou Sua própria Ira que ia descer sobre nós para nos livrar dEle mesmo. 

Ele nos amou de tal forma que conteve sua própria reação à imperfeição em tomar a frente e deixou que sua ira o atropelasse lá no calvário para que não chegasse até nós.

A Ira de Deus precisa ser satisfeita e ela ia se satisfazer com nossa destruição mas Deus tomou a sua própria ira por amor a nós acho q não existe nada mais perfeito que isso!

 Ó quão Perfeito e Maravilhoso é o Nosso Deus. Sua Misericóridia e compaixão superam tudo e todos. Quem pode dizer que conhece seus pensamentos? Quem pode falar que Ele é apenas fruto da imaginação humana? Mente nenhuma é capaz de criar isso. Que o Senhor seja louvado nos quatro cantos da terra, que Sua glória seja espalhada por cada partícula subatômica desse universo insignificante. Que a sua misericórdia alcance a todos os seres que o buscam. Glória seja dada ao nome do Senhor dos Senhores e que Sua magestade seja reconhecida por toda criatura que já pisou na face deste pequeno planeta. Santo, Santo, Santo é o Senhor Nosso Deus para todo o sempre. Amém!




Abraço,
Eliab Alves
Com algumas palavras de Paul Washer

Você precisa ler isso

Dê mais às pessoas, MAIS do que elas esperam, e faça com alegria. Decore seu poema favorito. Não acredite em tudo que você ouve, gaste tudo o que você tem e durma tanto quanto você queira. Quando disser “Eu te amo” olhe as pessoas nos olhos.
Fique noivo pelo menos seis meses antes de se casar. Acredite em amor à primeira vista. Nunca ria dos sonhos de outras pessoas. Ame profundamente e com paixão. Você pode se machucar, mas é a única forma de viver a vida completamente. Em desentendimento, brigue de forma justa, não use palavrões. Não julgue as pessoas pelo seus parentes.
Fale devagar mas pense com rapidez. Quando alguém perguntar algo que você não quer responder, sorria e pergunte: “Porque você quer saber?”. Lembre-se que grandes amores e grandes conquistas envolvem riscos. Ligue para sua mãe.
Diga “saúde” quando alguém espirrar. Quando você se deu conta que cometeu um erro, tome as atitudes necessárias. Quando você perder, não perca a lição.
Lembre-se dos três Rs: Respeito por si próprio, respeito ao próximo e responsabilidade pelas ações. Não deixe uma pequena disputa ferir uma grande amizade. Sorria ao atender o telefone, a pessoa que estiver chamando ouvirá isso em sua voz.
Case com alguém que você goste de conversar. Ao envelhecerem suas aptidões de conversação serão tão importantes quanto qualquer outra. Passe mais tempo sozinho. Abra seus braços para as mudanças, mas não abra mão de seus valores. Lembre-se de que o silêncio, às vezes, é a melhor resposta. Leia mais livros e assista menos TV.
Viva uma vida boa e honrada. Assim, quando você ficar mais velho e olhar para trás, você poderá aproveitá-la mais uma vez. Confie em Deus, mas tranque o carro. Uma atmosfera de amor em sua casa é muito importante. Faça tudo que puder para criar um lar tranquilo e com harmonia.
Em desentendimento com entes queridos, enfoque a situação atual. Não fale do passado. Leia o que está nas entrelinhas. Reparta o seu conhecimento. É uma forma de alcançar a imortalidade.
Seja gentil com o planeta. Reze. Há um poder incomensurável nisso. Nunca interrompa enquanto estiver sendo elogiado. Cuide da sua própria vida. Não confie em alguém que não fecha os olhos enquanto beija.
Uma vez por ano, vá a algum lugar onde nunca esteve antes. Se você ganhar muito dinheiro, coloque-o a serviço de ajudar os outros, enquanto você for vivo. Esta é a maior satisfação de riqueza. Lembre-se que o melhor relacionamento é aquele em que o amor de um pelo outro é maior do que a necessidade de um pelo outro.
Julgue seu sucesso pelas coisas que você teve que renunciar para conseguir. Lembre-se de que seu caráter é seu destino. Usufrua o amor e a culinária com abandono total.


Dalai Lama

Amor próprio

Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável: Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama Amor-próprio.
Perguntaram ao Dalai Lama:
- O que mais te surpreende na humanidade?
E ele respondeu:
- Os homens, porque perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem dinheiro para recuperar a saúde. E por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem do presente de tal forma que acabam por não viverem nem o presente e nem o futuro. Além disso, vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido.

Você é uma galinha?

Esta é uma história que vem de um pequeno país da África Ocidental, Gana, narrada por um educador popular, James Aggrey, nos inícios deste século, quando se davam os embates pela descolonização. Oxalá nos faça pensar sempre a respeito.
“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro, a fim de mantê-lo cativo em casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.
Colocou-o no galinheiro junto às galinhas. Cresceu como uma galinha.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista.
Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato, disse o homem.- É uma águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais águia. É uma galinha como as outras.
- Não, retrucou o naturalista.- Ela é e será sempre uma águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e, desafiando-a, disse:
- Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia ficou sentada sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
- Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
- Não, tornou a insistir o naturalista. – Ela é uma águia. E uma águia sempre será uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa.
Sussurrou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas, quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi parar junto delas.
O camponês sorriu e voltou a carga:
- Eu havia lhe dito, ela virou galinha!
- Não, respondeu firmemente o naturalista. – Ela é águia e possui sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para o alto de uma montanha. O sol estava nascendo e
dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
- Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia, como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então, o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, de sorte que seus olhos pudessem se encher de claridade e ganhar as dimensões do vasto horizonte.
Foi quando ela abriu suas potentes asas.
Ergueu-se, soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto e voar cada vez mais para o alto.
Voou. E nunca mais retornou.
Existem pessoas que nos fazem pensar como galinhas. E ainda até pensamos que somos efetivamente galinhas. Porém é preciso ser águia. Abrir as asas e voar. Voar como as águias. E jamais se contentar com os grãos que jogam aos pés para ciscar.

Leonardo Boff

O cavalete de pintura e a liturgia




Meu pai é pintor, um pintor um pouco mais excêntrico do que os outros que eu conheço. Cresci vendo ele pintar seus quadros em apenas 16 minutos, do jeito que uma criança gosta, pois não precisa esperar muito para ver o trabalho final.
Ele desenvolveu esta técnica por causa do evangelismo de praça que o JV fazia na década de 70. Enquanto ele pintava, as pessoas paravam para ver, o conjunto cantava duas músicas e o evangelista falava o plano da salvação em 10 minutos.
Adorava ver a arte sendo feita, o belo das cores na tela, para mim era um milagre divino um monte de cores batida na tela virar uma mensagem.
Quando cheguei à adolescência comecei a viajar com meu pai e logo ele me colocou para ajudar a montar o cavalete de pintura. Realmente não gostava de montar aquele troço. Pois era chato, maçante e não tinha nada de belo.
Não podia ser de qualquer jeito, cada parafuso tinha que ir no lugar certo, as pernas tinham sua ordem e lugar para serem montadas e eu tinha que montar antes de tudo.
Foi montando o cavalete do meu pai que entendi a liturgia da igreja.
Na adolescência, assim como montar cavaletes, achava a liturgia das igrejas chata, maçante e não tinha nada de belo.
Mas quando entendi que a gente a usava para enxergar o belo e o divino parei de culpá-la por ser tão indesejada por mim.
O problema é que alguns cultos que eu ia, tornaram a liturgia o produto final. Era como se, uma vez por semana, gastasse um bom tempo montando o cavalete de pintura junto com meus amigos e o fizéssemos com muito zelo e respeito e, ao final olhássemos para o cavalete e voltássemos para casa felizes por fazermos o que estava em nossas mãos.
Sem a pintura, não há sentido nenhum montar o cavalete! Sem o milagre do evangelho de Deus sendo pronunciado e vivido não há razão nenhuma de se ter liturgia ou culto.
Cometemos o mesmo erro de todas as religiões em achar que podemos manipular o divino e controla-lo. O máximo que podemos fazer é montar o cavalete, sentar na frente dele e pedir: Senhor, se for da tua vontade, pinta pra nós, pois é tudo que estamos esperando aqui!

Por: Marcos Botelho

Monólogo da Mulher Adúltera

Desde pequena eu sabia o que era certo.

Meu pai, um dos principais da sinagoga, fazia questão de nos ensinar toda a Torá desde pequeninos. Na verdade, ele ensinava somente aos meus irmãos, mas eu me aventurava em ouvir os ensinos, escondida atrás da porta. Achava fascinante, e ao mesmo tempo pesado… eram tantas leis, tantos mandamentos…
Será que algum homem seria capaz de cumpri-los todos? Sinceramente, achava impossível… e me calava.
A esperança brilhava nos meus olhos quando o ouvia falando do tal messias, o que viria para salvar o seu povo. Como deveria ser? Será que o tal messias me olharia um dia nos olhos? Ou será que estava condenada a viver minha vida toda atrás das portas… escondida dos homens?
O tempo passou. Cresci, e ainda em minha adolescência fui obrigada a casar com um homem a quem não amava. Era o costume, e assim foi… Eu era cuidada por ele como um objeto precioso, havia respeito, mas não amor, amor que eu tanto procurava. Os amigos de meu pai me consideravam uma jovem muito bonita e faziam questão de externarem suas opiniões. Eu gostava. Não ouvia tais elogios de meu marido.
Fui me acostumando àqueles elogios. Na verdade alguns eram até ousados demais, e me deixavam sem graça, pois percebia suas intenções, podres intenções. Eram homens casados também, oficiais na sinagoga, alguns anciãos, outros mais jovens, mas queriam que eu os servisse, nem que fosse por uma noite apenas.
Aquela situação me causava muito desconforto. Sentia raiva,e até mesmo nojo daqueles homens… exceto um, que me chamava a atenção. Era casado também, mas parecia me querer bem… fui seduzida!
Nunca imaginara trair meu marido, mas naquela madrugada, antes do nascer do sol me entreguei àquele homem. Nem de longe imaginava o que ainda estava por acontecer.
Os outros homens, amigos do meu pai, haviam percebido o meu envolvimento, e seguiram-nos até nos pegarem em pleno ato de adultério. Meu dia estava apenas começando. Quanta vergonha!!!
Pegaram-me, nua, e carregaram-me para o Templo, onde um homem de Nazaré ensinava naquela manhã que nascia. Havia uma multidão para ouvi-lo. A vergonha era maior ainda. Muitos me conheciam… muitos conheciam meu pai… muitos conheciam meu marido.
Tive medo!
Fui jogada no meio da multidão, que se acotovelava para ouvir o tal profeta Galileu. Achei estranho perceber que estava só. Apesar de eu e meu então amante sermos pegos juntos no ato de adultério, apenas eu fui levada como adúltera… ele não!
Olhei então e vi aqueles homens que antes me assediavam, perguntando àquele Rabi: “mestre, esta mulher foi surpreendida em adultério. Na lei, Moisés nos ordena apedrejar tais mulheres. Tu, porém, o que dizes?”
Eu olhava aquela cena e meu nojo aumentava. Os homens que queriam apedrejar-me eram os mesmos que viviam se insinuando para mim. Quanta hipocrisia. Quanto ódio tive da religião!
O tal Rabi galileu permanecia calado.
De repente, inclinou-se e começou a escrever na terra com seu próprio dedo. Eu não acreditava no que meus olhos começavam a ler.
Aquele homem começou escrevendo o meu nome, e abaixo do meu nome começou a enumerar os meus pecados. TODOS os meus pecados!
Eu queria a morte naquele momento. Que as pedras viessem logo. Não suportaria tanta vergonha.
Num ímpeto, o Rabi levantou-se e disse àqueles homens, meus censores, prontos a colocar sob um monturo de pedras mais uma adúltera: “quem dentre vós que não tem pecado, seja o primeiro a lhe atirar uma pedra!” … E voltou a escrever meus erros na terra.
Algo muito estranho começou a acontecer: a começar dos mais velhos, um por um, forma largando as pedras em seus pés, virando as costas, e indo embora.
Ficamos só eu e o tal profeta.
Eu tremia!
Ele calmamente levantou-se e veio em minhas direção. Percebi algo no seu olhar. Era diferente. Ele não me desejava. Vi amor no seu olhar. Nunca antes alguém havia me olhado assim. Enquanto caminhava em minhas direção, não tive como não perceber que suas pegadas firmes e constantes, pisavam e apagavam a minha enorme lista de pecados. Lembrei-me de um texto que sempre ouvia meu pai ensinar aos meus irmãos: “pelas suas pisaduras fomos sarados”.
Seria esse Rabi, diante de mim, o messias esperado? Bem que eu já havia ouvido rumores a respeito disso.
Ele aproximou-se de mim, e tirando a sua capa, cobriu a minha nudez. Perguntou-me com uma voz inconfundivelmente firme e amorosa: “Mulher, onde estão eles? Ninguém te condenou?”
Minha voz trêmula conseguiu balbuciar: “Ninguém, Senhor!”
Ele então, segurando em minhas mãos e erguendo-me do chão, olhou nos meus olhos e disse: “Nem eu te condeno. Vai, e de agora em diante não peques mais.”
Meus olhos marejados ainda puderam ver aquele homem se afastando e voltando a ensinar o povo. Eu estava verdadeiramente diante do messias!
Olhei para o chão e lá estavam todos os meus pecados apagados pela sola dos pés daquele rabi. Só uma coisa não havia sido pisado: o meu nome! Ele estava intacto, escrito pelas mãos do próprio salvador. Lembrei-me então de um outro texto sempre recitado pelo meu pai, acerca do messias: “Ele não esmagará a cana quebrada, nem apagará o pavio que ainda fumega…”
Fui para casa… mas sabia que daquele dia em diante nunca mais seria a mesma. Nunca esquecerei de seu olhar, sua voz, e seu amor: “Nem eu te condeno!”
Prossigo em meu caminho, às vezes tropeçando, mas sempre com sua fala graciosa ecoando em mim: “Vai, e de agora em diante… não peques mais!”


Fonte

Já pensou em tomar o lugar de Deus?

Decepcionado com Deus - Philip Yancey - (Capítulo: Por Que Deus Não Explica? - Página 208)

"Na noite de 23 de fevereiro de 1987, um astrônomo no Chile observou a olho nu a explosão de uma longínqua supernova, uma explosão tão poderosa que liberou num só segundo tanta energia quanto o nosso Sol irá dispensar em dez bilhões de anos. Mas será que aquela ocorrência realmente se deu em 23 de fevereiro de 1987? Só da perspectiva do nosso planeta. Na verdade, a supernova explodiu 170.000 anos antes de nosso 1987, mas a luz gerada pelo acontecimento, viajando quase 9,5 trilhões de quilometros por ano, levou 170.000 anos para chegar à nossa galáxia.
E é aqui que o ponto de vista "superior" da eternidade desafia nossa compreensão usual acerca do tempo. Se quiser, imagine um Ser muito grande, maior que todo o universo - tão grande que o Ser existe simultaneamente na terra e no espaço ocupado pela supernova 1987A. Em 1987, qual era a data para aquele ser? Depende da perspectiva. Da perspectiva da terra, o Ser teria "observado" a história de 1987, o que inclui a descoberta da Supernova 1987A. Mas da perspectiva da Supernova 1987A, o Ser teria experimentado o que a Terra só iria saber 170.000 anos depois! Assim, o Ser observou simultaneamente tanto o passado (desde a Terra, ele viu a explosão da Supernova, ocorrida 170.000 anos antes), quanto o presente (os acontecimentos de 1987 na Terra), quanto o futuro (o que estava acontecendo "agora" na Supernova 1987A, e que os terráqueos só saberão cerca de 170.000 anos depois).

Um Ser como esse, tão grande quanto o universo, poderia, de algum posto de observação, ver o que está acontecendo em qualquer ponto do universo e em qualquer instante determinado. Por exemplo, se deseja saber o que está acontecendo neste exato momento no Sol, pode "observar" da perspectiva do Sol. Se deseja saber o que aconteceu no Sol oito minutos atrás, pode "observar" a partir da Terra - e é isso que vemos, depois da luz ter percorrido 149 milhões de quilômetros desde o Sol até a Terra. (...)
(...) Deus, fora tanto do tempo quanto do espaço, pode ver o que aconteceu na Terra de uma forma que podemos somente supor, e jamais plenamente compreender. (...)" 


Bem, é aqui que entro com o raciocínio que me pegou! Philip Yancey trata nesse trecho a facilidade e possivelmente O ou UM DOS modos de como "funciona" a onisciência de Deus! Minha ideia não enfoca a questão do espaço e tempo de Deus. Mas vou dar prioridade ao PERDÃO, PACIÊNCIA E AMOR DE DEUS! Isso mesmo! Calma que daqui a pouco você vai entender.


Imagine um Ser que tem a capacidade de viajar no espaço e tempo para "observar" o mesmo acontecimento no passado, presente e futuro, simultaneamente ou no mesmo instante.
Imagine agora você orando para esse Ser, pedindo perdão por algo de errado que você fez, algum pecado que cometeu e que você faz questão de dizer que não tornará a cometer esse mesmo erro. Implora perdão a esse Ser. E o que Ele faz? Te Perdoa!

Agora tente ver com os olhos de Deus, tente ver da perspectiva Dele, tente observar dentro do tempo e espaço Dele!

Ele está ouvindo a sua oração exatamente no momento em que você ora a Ele. Mas ao mesmo tempo, Ele está te vendo no passado, no momento em que você pecou, no momento em que você optou por colocar o pecado acima da presença Dele. Está te vendo no presente, tentando se redimir e reconsiliar-se com Ele, prometendo que nunca mais voltará a fazer aquilo. E ao mesmo tempo ou simultaneamente, está te vendo no futuro, voltando a cometer o mesmo pecado, ou até algo pior. E depois começa tudo de novo. E o que Ele faz no momento em que você pede perdão? Ele te PERDOA!!

Agora me explica isso!!!!
Que AMOR é esse que destroi qualquer conhecimento que temos sobre a lógica, espaço/tempo e PERDÃO?

Ao mesmo tempo que Ele está te ouvindo pedir perdão por seus pecados, Ele vê você pecando lá na frente, mesmo te ouvindo dizer que não vai voltar a fazer aquilo e que se arrepende do que fez, Ele vê que depois você vai voltar a fazer a mesma besteira. E o que Ele faz? TE PERDOA!!!

Ó quão grande e maravilhoso é o nosso Deus. Sua inteligência, Graça, Compaixão, Ternura, Bondade, Paciência, Perfeição, seu Amor, Seu conhecimento, Poder, vão além de tudo aquilo que nossas mentes pequenas, limitadas e frágeis conseguem alcançar.

Por Favor, não quero de certa forma te envergonhar diante de Deus, ou te deixar constrangido no momento em que você tenta se redimir com ele. Esse não é o objetivo dessa postagem! Meu objetivo com isso é te mostrar que ser Maravilhoso e Perfeito é o Deus que nós adoramos, quero te mostrar que mesmo com nossos defeitos, ele nos acolhe e perdoa todas as nossas transgreções, mesmo sabendo que muitos de nós voltarão a cometer o mesmo erro!
Quero convidar a você que está lendo esse post a fazer uma reflexão sobre esse assunto e tentar retribuir o Amor que Deus derrama sobre nós. Ainda não consigo entender por que existem pessoas que detestam Deus, que regeitam seu amor, que o desprezam, que maldizem seu nome, mas qualquer uma  dessas pessoas, no momento em que tentarem se redimir com Deus pedindo perdão pelos seus pecados, mesmo que ele veja que no futuro aquilo vai voltar a se repetir, o que ele faz? PERDOA!

"Ó Senhor, incline os seus ouvidos e responda-me, pois estou fraco e necessitado. Proteja a minha vida do mal, porque eu me esforço em obedecer à sua lei, meu Deus; salve-me, pois eu sou o seu servo e confio no Senhor! Misericórdia, ó Senhor, pois clamo ao Senhor dia e noite sem parar. Encha o coração do seu servo de alegria, e concentrarei meus pensamentos e orações no Senhor. O Senhor é bondoso, cheio de amor, SEMPRE PRONTO A PERDOAR E SEMPRE AJUDA AQUELES QUE O PROCURAM. Ó Senhor, ouça a minha oração! Escute com atenção a minha súplica. Em tempos de angústia, clamarei ao Senhor, PORQUE SEMPRE ME RESPONDE! Não há entre todos os deuses dos outros povos um único deus que possa ser comparado ao Senhor. Ninguém é capaz de fazer as coisas que o Senhor faz! Todas as nações que o Senhor mesmo criou um dia virão e se curvarão diante do Senhor, para adorá-lo e glorificar o seu nome! Pois o Senhor é grande e realiza feitos maravilhosos. O Senhor é o único Deus! Ensine-me o seu caminho, Senhor, para que eu ande na sua verdade; ajude-me a amá-lo e lhe  obedecer com todas as forças do meu ser! Eu darei graças ao Senhor, meu Deus, de todo o coração. Glorificarei o seu nome para sempre, porque o seu amor fiel por mim é muito grande! O Senhor me salvou quando eu estava às portas da morte! Ó Deus, um bando de homens orgulhosos e violentos procura me destruir, sem dar a menor importância ao Senhor. Mas o Senhor é Deus COMPASSIVO E MISERICORDIOSO; a sua PACIÊNCIA É GRANDE, O SEU AMOR FIEL E A SUA VERDADE DURAM PARA SEMPRE. Volte-se a mim e salve-me pela sua GRAÇA; dê forças a este seu servo, salve esse filho da sua serva! Dê-me uma prova que realmente vai me ajudar, alguma coisa que deixe envergonhados os meus inimigos quando eles virem que o Senhor me ajudou e me consolou."
(Salmos 86 - Versão da Nova Bíblia Viva)

Fiquem na Paz de Cristo galera, espero que essa mensagem encontre abrigo em seu coração e em sua mente. Deus abençoe!

Abraço,
Eliab Alves

É pecado usar maquiagem!

Não! Não vou falar nessa postagem sobre usos e costumes doutrinários de certas denominações! Pra falar a verdade, não acho que isso interesse muito às pessoas. Penso que o que nos define como verdadeiros Cristãos não é o tipo de roupa que usamos, o tamanho do nosso cabelo, se uso ou não tatuagem ou piercing, Mas sim o que somos na nossa essência, o nosso relacionamento com Deus, a nossa busca empenhada na sua palavra , nosso caráter como Cristãos, etc... E é exatamente sobre isso que eu quero falar pra vocês.

Quero falar sobre as Maquiagens! Não essas maquiagens que você está pensando, mas das maquiagens que estão sendo usadas por uma parte dos Cristãos, inclusive aqueles que criticam o uso das maquiagens (no sentido literal).
Não entendo muito desse assunto de cosméticos, mas não preciso saber muita coisa pra entender que o uso da maquiagem é para deixar a aparência mais bonita, corrigir algumas falhas e por ai vai...
Há algum pecado nisso? Eu não vejo nenhum! Mas até que ponto isso se torna pecado? Se torna pecado quando você se maquia totalmente! Vou explicar melhor.

Algumas pessoas condenam o uso da maquiagem por questões de conservação da doutrina da sua denominação. Não acho isso legal mas também não condeno! O que eu não consigo digerir é que essas pessoas procuram se esconder por trás de usos e costumes para parecerem mais "crentes", mas na verdade estão desfigurados por dentro. De certa forma eles estão se Maqueando!
Essa maquiagem Sim, é pecado! Isso é Hipocrisia e de certa forma é uma Mentira!
 
O cara se esconde do que realmente é para se destacar como o "santarrão". Devemos nos lembrar que o que nos define como verdadeiros Cristãos é o que somos na ESSÊNCIA indepentemente do que as pessoas estão enxergando. Claro que devemos ter uma boa aparência de Cristão para que a sociedade nos identifique, mas num é só isso não! Precisamos ser marcados pelo que somos por dentro, pelo nosso caráter, nossa compaixão, nosso amor pela palavra de Deus, etc... Precisamos mostrar ao mundo que um Cristão não é aquela pessoa do "ISSO NÃO PODE". Um Cristão autêntico se destaca pelo o que ele é, e não pelo o que ele demonstra ser ou pelo o que ele pode ou não fazer!

Por quê essas pessoas impõem coisas pra que sejam cumpridas por nós mas que nem elas mesmas conseguem cumprir?

Quero deixar uma observação que tenho feito há algum tempo:

Estamos deixando de pregar o evangélio puro, deixando de resgatar as almas perdidas pelo mundo a fora e estamos afastando as pessoas da igreja, não só alguns membros mas até mesmo as pessoas do mundo que estão com a idéia de que igreja é uma instituição do "NÃO PODE".
Precisamos mudar esse quadro, precisamos mostrar ao mundo que ser Cristão é muito mais do que seguir regras estupidamente conservadoras só pra alimentar o ego e o orgulho daqueles que preferem conservar sua maquiagem do que propagar o evangelho de Cristo. Estão deixando de se impenhar na obra de Deus para se impenhar no que devemos ou não fazer. Isso é ridículo!


Mateus 23:

(versículos do 1 ao 5):
"Então falou Jesus à multidão, e aos seus discípulos,
Dizendo: Na cadeira de Moisés estão assentados os escribas e fariseus.
Todas as coisas, pois, que vos disserem que observeis, observai-as e fazei-as; mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não fazem;
Pois atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem aos ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los;
E fazem todas as obras a fim de serem vistos pelos homens; pois trazem largos filactérios, e alargam as franjas das suas vestes,..."


 (versículos do 25 ao 28):
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que limpais o exterior do copo e do prato, mas o interior está cheio de rapina e de iniqüidade.
Fariseu cego! limpa primeiro o interior do copo e do prato, para que também o exterior fique limpo.
Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade."

 Abraço,

Furos no céu

E se as estrelas fossem pequenos furos no céu?

O céu seria uma grande peneira! Será que a água da chuva escorre por esses furinhos?

Apóstolo que João teria escrito isso no evangelho se não estivesse tão encantado com as belezuras que viu lá em cima.

Olhou tanto pra cima que se esqueceu de olhar nos buraquinhos que pisava. De onde vem a água que escorre por eles? Será que vem do tal rio da vida? Por que rio da vida? Tá vivo? Será que ele corre igual aos que temos aqui em baixo? Será que a água dele conversa com as pedras quando passa por elas? Por que rio da vida? Da vida de quem? Dá vida pra quem? Eu rio da vida pra viver feliz!

Eu queria ver essa água dançar. Dançar a dança da corredeira na correria da correnteza. Queria ver quando ela chega no fim do escorregador molhado e pula do penhasco pra nos mostrar seu véu de noiva. E depois ela segue. E pra onde vai? Ela vai se casar com o mar. Ah, Seu Omar! Grande homem! Ele vai se unir com sua esposa e ambos serão um só. Ele tão salgado, ela tão doce.

Uma vez me disseram que os opostos se atraem. Outra vez, que os opostos se distraem. Na verdade, os opostos dispostos se atraem até se atarem no matrimônio. E serão iguais à água dançante e o mar, seu Omar!
Nesse casamento eu não vi o padre, nem o pastor, nem o juiz. A noiva caiu do céu e pulou do penhasco. São bons motivos pra eles não irem. Mas e o juiz? Ah, lembrei! Hoje é domingo. E já se passou das quatro da tarde.

O casamento durou a noite toda. Será que alguém olhou pelos furinhos lá de cima? O casamento durou a noite toda. A água dançante uniu-se com o mar, seu Omar. E pela manhã nasceu o sol. Ele já nasceu com febre. Às vezes tem o temperamento da mãe, às vezes, o temperamento do pai. Mas sua temperatura sempre é alta.

Às vezes nunca sei se "as vezes" leva crase. Às vezes nunca sei em que ponto acaba a frase. Os engenheiros dessa praia não me ensinaram.

E lá se vai o sol. Ele tá subindo, indo pra longe dos pais. Pra onde ele vai? Será que um dia ele volta? Ele quer conhecer o lugar de onde a mãe dele caiu. Mas os buraquinhos sumiram. Será que alguém os carregou em alguma sacola? O sol vai correr todo o céu, o dia todo procurando, até um dia, de dia, encontrar. Ele está no meio do caminho, mas não encontrou nada. Está muito alto, longe de casa e a febre parece estar pior. 

É melhor continuar a jornada. No fim do dia o filho pródigo voltou pra casa, pra junto dos pais, pela porta dos fundos. Sua mãe não o deixa sair a noite. Mas no outro dia ele vai poder sair pra procurar os buraquinhos do céu, isso vai acontecer até ele encontrá-los.

Pra acabar essa história só precisa mesmo de um ponto final.




Eliab Alves Pereira


O morcego e a teologia do medo

A arma mais eficiente de Batman não está guardada no seu uniforme, nem no seu carro, nem na caverna onde aprimora suas técnicas de luta. Também não é de outro planeta, como presente de um alienígena, nem foi desenvolvida nas modernas indústrias de Bruce Wayne. Veio com muito estudo e sem essa arma Batman não seria o mito que conhecemos.
Ela é tão eficiente que compensa a falta de capacidades extra-humanas. Usada até contra os aliados do herói, é unanimidade entre os roteiristas das histórias do personagem. Basta qualquer um se aproximar do homem-morcego para sofrer os efeitos dela. A arma mais eficiente de Batman é o medo.
“Criminosos são supersticioso e covardes; então meu disfarce deve ser capaz de levar terror aos seus corações; eu devo me tornar uma criatura de noite, negra, terrível (…) Eu devo me tornar um morcergo”
Essa frase clássica do herói está na sua origem. É assim que Bruce Wayne justifica sua decisão pelo uniforme do homem-morcego. Movendo-se pela escuridão, com habilidade alcançada por um treinamento intenso, Batman surpreende os marginais. Quando os encontra, se ainda estiverem conscientes, não vão conseguir esconder nada. Nem dinheiro, nem drogas, nem a mais sigilosa informação. Não é preciso ser rápido, nem selvagem. Freqüentemente, o cavaleiro das trevas não diz nada. O medo invade o ambiente assim que sua presença é notada. Tem sido assim desde que ele começou sua jornada, como está registrado na história “Ano Um”:
“O uniforme funciona melhor do que eu esperava; eles ficam estarrecidos e me dão todo o tempo do mundo”
Parece que Batman fez escola, no cristianismo. Usar essa mesma arma também é uma habilidade que alguns líderes religiosos vêm desenvolvendo, à altura do herói dos quadrinhos. Do alto dos púlpitos, ou no interior de suas células familiares, plantam o medo no coração dos cristãos. Encontram terreno fértil, assim como Batman, nos corações supersticiosos, que se movem longe das leis – da lei de Deus e da lei dos homens – e nas mentes pouco informadas. Ao contrário do herói, à luz do dia, sem vergonha alguma, pregam a barganha santa. É obedecer, cumprir, seguir, ofertar, cantar – para ganhar, crescer, alcançar, curar. Uma coisa tem sempre relação com a outra.
“Não recebeu a benção? Tome cuidado, examine sua vida! Tem aí um pecado não confessado!”
“Você continua caindo por causa do pecado? Vai brincando com Deus, um dia ele perde a paciência com você!”
“Deus está de olho em você, no que você está fazendo, e daí o que vai acontecer?”
“O diabo está ao seu redor, no seu trabalho, na sua casa, até aqui nossa igreja!”
“Não vem na igreja para ir ao cinema? Um dia Deus vai te cobrar isso!”

Tudo isso pode ser verdadeiro.
O temor de Deus aparece na Bíblia desde o Éden: “Respondeu-lhe o homem: ‘Ouvi a tua voz no jardim e tive medo, porque estava nu; e escondi-me’” (Gênesis 3:10).
Pelo Velho Testamento, o Senhor deixou claro que havia motivo para ser respeitado. Alguns, pela falta de temor, sofreram. É verdade, o povo tinha medo de Deus. Até que Ele resolveu mostrar de que forma gostaria de se relacionar conosco. E o professor, o Mestre, foi o próprio Filho. Porque ninguém sabe mais a respeito de um Pai, que o filho que conviveu com Ele desde o começo de tudo. E o que o Filho nos ensinou é que a nossa relação com Deus não deve ser orientada por medo. Temer ao Criador, como reconhecimento de sua grandeza e justiça, é um dever cristão. Porém viver como se a mão poderosa de Deus nos aguardasse atrás da porta, pronta a nos esmagar, e não houvesse solução alguma, é desprezar o sacrifício da cruz. O cristão tem que viver em santidade por amor a Deus, e não pelo medo de sua condenação.
Quando Jesus deu a vida por nós, colocando ao fim qualquer intermediação entre o ser humano e o Criador, também nos deu a chance de nos aproximarmos diariamente de uma fonte de perdão e amor. Se você já foi a uma piscina, em um clube, deve lembrar que em alguns lugares só é possível entrar na água depois de caminhar por um tanque raso, para os pés, ou passar por um ducha, para o corpo. É quando somos lavados da gordura e da sujeira, para que isso não contamine a piscina. Essa “teologia do medo” vive de pregar, enfaticamente, que nossos corpos vão sujar a água, e se esquece de defender o lavar maravilhoso que nos é oferecido para mergulharmos em profunidade na vida.
“No amor não há medo, antes o perfeito amor lança fora o medo; porque o medo envolve castigo; e quem tem medo não está aperfeiçoado no amor” (I João 4:18).
Temos que trocar o medo pelo amor. O medo tem relação com o castigo e a culpa. E a culpa, às vezes, esconde uma frustração pessoal de não se alcançar uma perfeição religiosa.
Será que o nosso Deus não sabe que jamais seremos perfeitos?
Será que nós não sabemos que é impossível alcançar um padrão de santidade, sem errar nunca?
Será que o medo nos faz esquecer da benção que é receber o perdão de Deus?
“Pastor, não consegui, eu pequei novamente”, disse a mulher, assim que entrou no gabinete. Trazia um rosto de medo e arrependimento, e aguardava uma repreensão. O pastor respondeu com amor: “Glória a Deus, porque você reconhece isso; e saiba que não vai ser última vez que caiu, e quantas vezes ainda precisar você vai poder contar com o amor de Deus para lhe perdoar, e dar uma segunda chance. Não tenha medo”.


Texto de: Deus no Gibi