O que você precisa saber>Vislumbres do Reino
Vislumbres do Reino

John Thomas pastor batista da sonolenta cidade litorânea de Fish Hoek, ouviu falar do alto índice de infecções da AIDS numa favela da vizinhança e, investigando mais, ficou chocado ao descobrir que 70% dos alunos de sexta a sétima séries eram sexualmente ativos. Mais ainda, ele começou a ver uma ligação direta entre a pobreza e a AIDS. “É possível que uma mãe faça sexo com cinco ou seis homens diferentes num esquema normal” disse-me ele. “O contato da segunda-feira paga a escola das crianças, o da terça paga as contas da casa, o da quarta a quitanda e assim por diante. Aos olhos dela. isso é sobrevivência, não prostituição. Se ela for infectada e não tomar os devidos cuidados, pode transmitir a doença a todos os seus parceiros, que por sua vez a passarão para outros. As histórias das crianças são ainda mais comoventes. Conheci uma menina de treze anos que vendeu sua virgindade a um homem em troca de uma refeição no McDonald’s. Conheci outra de catorze anos que afirmava fazer sexo sempre que pudesse porque isso a ajudaria a pegar AIDS e assim logo estaria morta. Não tinha nenhuma esperança de conseguir um emprego ou um jeito de sair da pobreza”.
John Thomas pastor batista da sonolenta cidade litorânea de Fish Hoek, ouviu falar do alto índice de infecções da AIDS numa favela da vizinhança e, investigando mais, ficou chocado ao descobrir que 70% dos alunos de sexta a sétima séries eram sexualmente ativos. Mais ainda, ele começou a ver uma ligação direta entre a pobreza e a AIDS. “É possível que uma mãe faça sexo com cinco ou seis homens diferentes num esquema normal” disse-me ele. “O contato da segunda-feira paga a escola das crianças, o da terça paga as contas da casa, o da quarta a quitanda e assim por diante. Aos olhos dela. isso é sobrevivência, não prostituição. Se ela for infectada e não tomar os devidos cuidados, pode transmitir a doença a todos os seus parceiros, que por sua vez a passarão para outros. As histórias das crianças são ainda mais comoventes. Conheci uma menina de treze anos que vendeu sua virgindade a um homem em troca de uma refeição no McDonald’s. Conheci outra de catorze anos que afirmava fazer sexo sempre que pudesse porque isso a ajudaria a pegar AIDS e assim logo estaria morta. Não tinha nenhuma esperança de conseguir um emprego ou um jeito de sair da pobreza”.
Thomas foi em frente e fundou um programa chamado Esperança Viva, que inclui um albergue e um centro de prevenção, bem como programas assistenciais para aidéticos sem-teto e dependentes químicos. Sua igreja tem um orçamento de 400 mil dólares e um quadro de dez funcionário; Esperança Viva tem um orçamento de 1,2 milhão de dólares e um quadro de 180 funcionários em tempo integral. Vem gente do mundo inteiro, interessada em ver a diferença que uma única igreja comum pode fazer. “Nós, na verdade, não aprendemos essas coisas em seminários”, diz Thomas soltando uma risada. “Mas eu voltei e estudei tudo o que Jesus tinha a dizer sobre os pobres, e não tive escolha a não ser corresponder”.
Livro: Pra que Serve Deus
Autor: Philip Yancey
Pag 150
Autor: Philip Yancey
Pag 150
Espaço do Autor>Relacionamento e Sexo>Ela nos masturba
Ela nos masturba

Não precisamos ir longe no tempo para lembrar da época em que os adolescentes (e isso me inclui), disfarçadamente iam até uma banca de jornal e fingiam que estavam vendo uma revista de carro ou de notícia e ficavam olhando de lado as revistas eróticas da banca.
Lembro-me de negociar a preços absurdos revista de mulher pelada com amigos de escola para levar apenas por um dia para a casa e devolver no dia seguinte.
A curiosidade e a vontade quase irresistível de ver mulher pelada para mim, um adolescente na época, fazia eu deixar de lado os princípios que meus pais tinham me passado. Era muito tempo correndo atrás de uma revista, ou muito tempo esperando algum peitinho na TV para poucos segundos de prazer.
A masturbação estava muito mais no campo da fantasia, do que ouvíamos falar do que no campo visual, pois não era fácil adquirir um material erótico ou pornográfico.
Mas hoje não precisa mais correr atrás de nada, não precisa procurar algo na mídia para depois se masturbar, pois ela já faz isso para nós.
Somos bombardeados com tanto erotismo e pornografia da mídia, que a nossa mente já está sendo masturbada até mesmo de tarde, em novelas ou filmes. Esses dias peguei um ônibus interestadual e fiquei envergonhado com o filme que estava passando. Sem contar a internet, pois não passo um dia sem receber uns 15 e-mails sobre sites eróticos e Viagra. Não sou um cara legalista e fundamentalista, mas hoje nem precisa ser cristão para saber que a mídia já passou dos limites há muito tempo.
Hoje não é mais o adolescente que vai procurar algo na mídia para se masturbar, é a mídia que faz isso para ele. Ele só chega em casa e descarrega o que já fizeram na escola com conversas e capas de cadernos, outdoors, na internet e em casa na TV. A mídia sabe que se colocar mulheres seminuas dançando nos programas de TV, ou nos comerciais, aumenta a audiência.
Sempre achei a luta contra a masturbação difícil para os adolescentes, mas hoje ficou quase impossível, pois ele não precisa mais correr atrás, está cada vez mais difícil encontrar um lugar não erotizado pelos meios de comunicação.
Por isso não acredito que continuar apenas colocando pressão no indivíduo vai dar resultados, temos que agir coletivamente também. Não podemos apenas apagar o fogo, mas agir preventivamente antes que ele receba uma lavagem cerebral sexual.
Precisamos lutar contra o abuso da exibição sexual em nossas escolas, outdoors, TV, internet, revistas, sem cair no moralismo legalista, mas através de um movimento que mostre que o erotismo é importante, mas tem seu lugar: entre adultos no relacionamento a dois (casamento).
Por isso lutamos, o sexxxchuch, as missões como Jovens da Verdade, entre outras contra a banalização do sexo e da sexualidade humana.
Por: Marcos Botelho
Espaço do Autor>Relacionamento e Sexo>A Matemática do Sexo
A Matemática do Sexo
A conta é simples, não precisa ser nenhum matemático. O real problema é o porquê devemos fazer esta conta.
A maioria dos homens se preocupa muito em como será a sua vida sexual no casamento. Na cabeça dos jovens, o sexo é responsável por 70% da felicidade de um homem no casamento. Se este numero está certo e como eles mediram, quem é que sabe?
O problema é que no afinco da procura de uma namorada que se tornará sua esposa e realizará suas fantasias sexuais, a super valorização dessa área tem atrapalhado os jovens a escolherem a mulher mais adequada para casar.
Vamos dar um exemplo que mostra como a matemática do sexo é lógica e clara:
Se você é daqueles que está namorando, acha ela linda, bonitona de corpo, beija bem, sabe que você vai se dar bem com ela sexualmente, mas não consegue ficar com ela nem por uma hora sem brigar e fica de cara fechada um com o outro o dia todo, parece que você não vive sem ela, mas também não vive em paz com ela, está na hora de fazer uma continha para ver se você deve casar ou acabar o namoro imediatamente: a Matemática do Sexo.
Dizem que o tempo médio de uma relação sexual no Brasil é de 5 a 7 minutos. Vamos supor que vocês se dêem muito bem juntos e você já prevê que irá se dar muito bem na cama com ela. Por isso, no seu caso, duraria 15 minutos.
Dizem que a freqüência média de relação sexual de um casal é 3 vezes por semana.Digamos que você seja um garanhão; aí eu diria que, no futuro, você terá relação sexual com sua esposa 5 vezes por semana.
Vamos lá: 15 minutos X 5 = 1 hora e 15 minutos X 4 semanas que temos no mês = 5 horas.
Pois é, chegou a hora de você decidir!
Quando você casar com ela você terá 5 horas de puro prazer sexual, mas o que você fará nos outros 29 dias e 19 horas do mês? Vai brigar e ficar com a cara emburrada o dia todo?
ParceiroSapiens>Blog do Marcos Botelho>A Bela e a Fera se separaram!
A Bela e a Fera se separaram!

Temo afirmar que a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas. Vou tentar explicar melhor.
Temos que entender que um namoro começa antes mesmo de você conhecer a pessoa que você vai namorar, o namoro começa na sua cabeça. O seu futuro namoro começa agora, nas suas expectativas!
O que a maioria dos adolescentes ou jovens fazem enquanto não encontram seu namorado(a)? Eles ficam imaginando como eles(as) devem ser. E é aí que mora o perigo! Começa o namoro e, possivelmente, também começa o vírus que vai destruí-lo no futuro.
Dependendo de nossa expectativa, algo que era bom pode parecer ruim e uma coisa ruim pode até se tornar boa. Tudo depende da nossa expectativa.
Lembro-me de uma vez que chegou uma oferta de mil reais para um projeto do JV. Minha mãe, ao abrir o envelope, correu para falar com meu pai, jogou o envelope no colo dele e falou brincando: Bem! Chegou uma oferta de dez mil reais para o seu novo projeto. Meu pai nem conferiu o cheque, pulou de alegria, agradeceu a Deus e saiu para contar para os outros missionários a bênção que tinha acontecido. Depois de algumas horas, ao sentarmos à mesa para comer, meu pai comentou o que ia fazer com os dez mil reais e minha mãe corrigiu falando: Não amor, é mil reais, você não viu que eu estava brincando? Você não olhou o cheque? O rosto do meu pai mudou na hora, vocês precisavam ver a cara de decepção e raiva que ele estava naquele momento.
Ganhar mil reais de oferta sempre foi motivo de muita alegria aqui em casa, mas por causa da brincadeira de mau gosto da minha mãe, aqueles mil reais pareciam não valer nada.
Pois é assim também com o namoro, dependendo da expectativa que você tenha, o seu parceiro depois de algum tempo de namoro, mesmo valendo muito, pode parecer que não vale nada.
Os contos de fadas narram histórias que alimentam expectativas falsas, como a da princesa que encontra um sapo e depois de beijá-lo ele vira um príncipe, ou a história mais famosa, da Bela e a Fera que narra a história de uma princesa, que fica presa num castelo de uma fera horrível, mas que, com o tempo ele se torna um príncipe maravilhoso.
A expectativa do homem é diferente da expectativa da mulher. A mulher, já no começo do namoro, acredita que um dia o homem que ela gosta vai mudar, assim como o sapo/fera muda para príncipe e, na realidade o que acontece é que ELES NÃO MUDAM.
E os homens pensam que elas nunca vão mudar, sempre vão ser aquelas princesinhas que não mudam nos contos de fadas, mas o fato é que ELAS MUDAM.
É por isso que repito a frase que comecei este artigo: a maioria dos namoros acaba não porque um dos namorados se decepciona com o outro, mas sim porque um dos dois se decepciona com suas próprias expectativas.
Cuidado! Às vezes você está com um tesouro caro nas suas mãos, mas porque você “acha” que existe um tesouro maior no fim do arco-íris, você desvaloriza o que está com você!
O que você precisa saber>Os únicos filhos malditos
Os únicos filhos malditos

Texto: Calebe Ribeiro
O filho, na perspectiva cristã, é um presente de Deus para o casal, é a melhor herança que se pode ganhar. É o selo, o fruto de uma só carne, a expressão do amor do homem e da mulher. Todavia, muitas vezes no afã de querer proteger demais o nome da instituição, as igrejas conseguem tornar maldito tudo o que foi abençoado por Deus, assim ocorreu com o sexo, com a música e com os filhos.
Espantosamente cresce o número de moços e moças que se tornam pais e mães antes de se casarem, e não se assuste, pois isso cresce espantosamente nas nossas igrejas evangélicas. E todos sabem o que acontece a estes. Eles são altamente recriminados pela igreja, pois se existe um pecado imperdoável esse pecado é o sexo. É exatamente isso que acontece com a maioria dos casais de namorados que na sua juventude transam descuidadosamente e depois descobrem que estão à espera de um filho. Eles são disciplinados fortemente pela igreja. O fato se torna vulgar, todos sabem, todos comentam. Eles passam a ser olhados de forma diferente nos cultos. Muitos amigos se afastam e pouco a pouco eles se distanciam da comunidade deixando de congregar com os irmãos.
Na tentativa de jogar a água suja, a igreja joga o bebê junto. Isso ocorre literalmente, pois os filhos desses casais nascem sob uma maldição, nascem com o estigma de um descuido dos pais, nascem como algo que aconteceu e não deveria nunca ter ocorrido. Filhos que recebem, às vezes, o ódio da mãe e do pai por ser a causa da vergonha de uma falha em uma hora errada. Filhos que recebem a rejeição muitas vezes da própria família. Filhos e Filhas que se tornam malditos perante o mundo religioso.
Lembro-me do dia em que minha irmã foi contar para o meu pai que estava grávida. Ela estava morrendo de medo, pois meu pai era líder na igreja e isso soaria muito mal para sua reputação. Meu pai estava fazendo uma vitamina para o café, minha irmã se aproximou e desabafou em meio às lagrimas. Meu pai não respondeu nada, permaneceu em silêncio com a cara fechada. Nesse instante, toda a casa foi tomada por um silêncio, só ouvíamos o suspirar de minha irmã. Após alguns minutos, meu pai se dirigiu a ela com um copo de vitamina dizendo: Toma isto, pois irá fazer bem para o meu neto. Imediatamente, lembrei-me das palavras de Jesus: “Se vós que sois mal sabem dar bons presentes aos seus filhos imagine Deus que é Bom…” (Mt 7.11).
Não quero defender a idéia de que ser pai antes de casar é correto, mas estou cansado de ver adolescentes e jovens morrendo espiritualmente por causa da intolerância religiosa que valoriza a moralidade em detrimento da misericórdia.
Reafirmo a benção que é ter filhos e filhas no momento oportuno dado por Deus que é o casamento. E que em Deus somos abraçados pelo arrependimento e restaurados pela graça, e Nele nós e nossos filhos nos tornamos Bem-Aventurados!
Reafirmo a benção que é ter filhos e filhas no momento oportuno dado por Deus que é o casamento. E que em Deus somos abraçados pelo arrependimento e restaurados pela graça, e Nele nós e nossos filhos nos tornamos Bem-Aventurados!
Texto retirado do www.ecosdovale.blogspot.com
ParceiroSapiens>Blog do Marcos Botelho>Apaixonando-se pela mulher Frankenstein
Apaixonando-se pela mulher Frankenstein
O grande problema é que Jesus sabia do perigo do fenômeno chamado “amante Frankenstein”. Vou tentar explicar melhor.
Não tem como um relacionamento estar “nas oitavas maravilhas” o tempo todo e é quando o nosso relacionamento está em baixa que o perigo do fenômeno aparece.
Vamos usar o exemplo de um homem que está passando por uma fase mais difícil no casamento: depois de um dia estressado ele sai para dar uma volta e percebe uma menina que ao passar troca um olhar e um sorriso provocante com ele, ele registra esse momento em seu coração, pois está frágil e acredita que não tem nada demais, afinal,foi apenas um sorrisinho.
No outro dia, a secretária do seu chefe veio com um vestidinho muito provocante, e ela para pra perguntar algo que ele já nem se lembra , pois não conseguiu tirar os olhos do vestido.Ele registra o vestido em sua mente, que por sinal era muito bonito mesmo.
O problema é que três dias depois, ao abrir a sua caixa de e-mail, viu que recebeu um Spam com a propaganda da Playboy daquele mês, ele nem clicou na foto, pois sabe que pode ser vírus, mas ficou encantado com os seios maravilhosos daquela atriz. E assim foi, dia após dia, com pequenas olhadas e inocentes registros montando uma mulher “perfeita” em sua mente. O que ele não sabe, ou não quer saber, é que esta mulher vai ganhar vida e se chamará mulher Frankensein.
Quem nunca ouviu, pelo menos de forma rápida, a história do monstro Frankenstein, a história de um cientista chamado Victor que, insatisfeito com sua vida, constrói uma criatura com partes humanas e dá vida a ela. A criatura que foi denominada com o sobrenome do seu criador, Frankenstein, com o tempo percebe que era diferente de todos os homens e não tinha uma parceira à altura. O monstro exige que seu criador, Victor, crie uma companheira para ele, e quando Victor se recusa a fazer tal coisa o monstro o ameaça e o persegue até matá-lo.
É isso que acontece quando o amante ou a amante Frankenstein ganha vida, a pessoa que está do teu lado, às vezes durante anos, e que tem feito de tudo por você, não tem mais valor. Não é como a mulher perfeita de nossas mentes a mulher Frankenstein. E esse monstro que agora ganhou vida te perturba e se mistura com você, cobra para si um par perfeito.
É quando você tenta fugir e é tarde demais. O monstro vai atrás de você até matar seu casamento com uma outra mulher qualquer, que não chegava aos pés da sua, mas que você, na escuridão de sua mente, a incorporou a sua amante chamada Frankenstein.
Sei que este artigo acabou em uma tragédia, assim como a história de Frankenstein também. Por isso é que Jesus já avisa que o adultério está no coração e que tudo começa com um simples olhar.
ParceiroSapiens>Blog do Marcos Botelho>Vencedores que não ganharam
Vencedores que não ganharam

Na minha adolescência jogava basquete na escola, eu era ala-armador. Pelo menos achava que era, mesmo sendo banco. Lembro-me que, certa vez, minha escola tinha ganho o campeonato da minha cidade e estávamos jogando entre cidades. Naquela tarde fomos jogar em uma cidade rival, vizinha a nossa. Ia começar o segundo tempo e o técnico falou que eu ia entrar. Fiquei muito nervoso, pois tínhamos que ganhar aquela partida.
O basquete não é como o futebol que, quando vai começar, cada time fica de um lado da quadra, ficam todos misturados. Quando a bola foi jogada para o alto, o meu time pegou a bola, um foi passando para o outro e de repente o melhor do nosso time me olhou nos olhos e me passou a bola com tudo. Não pensei duas vezes, sabia que meu alvo era ganhar, por isso peguei aquela bola e sai em disparada em um contra ataque. Quando passei o meio da quadra e olhei para trás para ver onde estava o meu marcador, vi os dois times parados olhando para mim com um ar de quem não estava entendendo nada. Quando reparei estava correndo para a cesta errada, para minha própria tabela. Que vergonha foi a vaia que tomei naquela tarde.
Sempre me ensinaram que ganhar deveria ser o meu foco, até mesmo na igreja. Pois afinal de contas “somos mais que vencedores em Cristo Jesus”(Rm 8:37).
Sempre entendi que ser mais que vencedor, era ser um SUPER vencedor, um vencedor incontestável, um cara que ganha com uma vantagem incontestável. Mas o problema é que, não só no basquete, mas em todas outras áreas na minha vida eu não era assim. Ao contrário, era mediano em muitas e em outras, um desastre.
Com esta pressão, focava minhas forças ainda mais na vitória, em ganhar e ser o melhor. Para o meu desespero, em meus pontos fracos, me afundava ainda mais.
Foi quando li uma outra passagem de Paulo em que, no final de sua vida, ele fala “Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé. (IITm4:7)”. Preste atenção, pois Paulo não fala ganhei o combate, ganhei a corrida e movi montanhas com a fé.
Ai eu entendi, que para Paulo, ser mais que vencedor é ser vencedor na derrota, nas dificuldades.
Nunca me esqueço quando o maratonista Vanderlei Cordeiro foi agarrado por um fanático nas olimpíadas e perdeu a medalha de ouro. Todos ficaram indignados e reclamaram muito, queriam até uma segunda medalha de ouro para ele. Mas ao ser entrevistado parecia que nada tinha acontecido, ele estava tão feliz por ter chegado em terceiro lugar agradecendo a todos que tinham ajudado ele a chegar lá. É tão constrangedor e bonito a atitude de felicidade de alguém que acabou de perder.
Nos dois contextos Paulo está descrevendo perseguições, dores, momentos de humilhação e até derrota. Mas quando ele olha para o amor de Cristo Jesus percebe que mesmo com tudo isso, somos mais que os vencedores das corridas e das lutas, somos vencedores que não ganharam.
Se entendermos isso, não focaremos a nossa vida no golpe final da luta, tampouco em ter uma fé poderosa ou em chegar primeiro na linha de chegada. Mas sim em correr direito passo a passo fazendo a sua parte. Sem soberba, mas com o sorriso no rosto de quem já ganhou independente do resultado.
ParceiroSapiens>Blog do Marcos Botelho>A culpa não é da sua falta de tempo
A culpa não é da sua falta de tempo

Quando vamos conversar sobre vida devocional, hábitos de leitura bíblica e oração, quase sempre ouço a mesma desculpa, que por sinal é a que eu uso, não tenho tido tempo para ler a palavra e falar com Deus.
Limitamos nossa vida em orações rápidas em cultos, antes de dormir e comer e, lemos a Bíblia em brevíssimas paradas programadas no dia.
Mas um tempo atrás tomei um susto em uma visita que fiz a um amigo doente, ele tinha sofrido um acidente que o deixou em uma cadeira de roda, não saia de casa, não podia fazer o que fazia antes, tinha todo o tempo do mundo.
Foi quando perguntei como estava este lado da vida dele, de leitura da palavra e de oração e ele falou para mim, triste, que não fazia, sempre procrastinava, arranjava outras prioridades e estava percebendo que no fundo ele não tinha prazer em se relacionar com Deus.
Sei que este meu amigo era um servo de Deus e, por esta certeza, foi que me entristeci.
Comecei a ver o tanto que nos enganamos neste assunto, sempre mudamos o foco do motivo primário do nosso aprofundamento no relacionamento com Deus.
Sempre que converso com pastores amigos de ministério vejo que eles, como eu, também têm este problema. Como é possível? Pregamos isso, vivemos disso, mas não vivemos isso!
Culpamos nosso trabalho, ritmo de vida, falta de ambiente, a TV, a internet, ou melhor, culpamos a falta de tempo, mas não vemos que o verdadeiro motivo é que não temos prazer nas coisas do Senhor, não é nossa prioridade o relacionamento com Deus, nosso coração não se importa o suficiente se não esta perto de Deus.
Mas para suportarmos nossa própria incoerência existencial, colocamos a culpa nas coisas externas a nós e não vemos o pecado que esta dentro de nós, quem realmente somos.
Entender o verdadeiro motivo pelo qual não nos relacionamos com Deus, irá nos humilhar sim. Mas será o primeiro passo para um relacionamento sincero com o Pai. Um passo para uma maior dependência dele.
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